quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Se dedicar, é crime?

Hoje estava refletindo sobre dedicação.
Achei essa definição no dicionário : 

s.f. Ação ou efeito de dedicar ou de se dedicar: dedicação pela música.
Característica, particularidade, estado ou comportamento da pessoa que se dedica a (alguém ou alguma coisa); desvelo.
Ação ou efeito de dedicar; devoção.
Expressão de amor; que demonstra excesso de afeição ou consideração: expressou dedicação aos avós.
(Etm. do latim: dedicatio.onis)

Dediquei um tempo com alguém hoje, e o assunto foi esse, de forma velada. O quanto vale se dedicar à outro, ou à algo.
O que mais me chamou a atenção na definição foi: "Expressão de amor". Não confundir com se anular. Isso não. Nunca!
Pode ser o seu trabalho, seu filho, enteado, irmão, companheiro (a), seu objetivo enfim. O poder da dedicação está no resultado dela, no reconhecimento do outro. Não podemos ser hipócritas à ponto de falar que não esperamos isso não é? Sempre queremos o retorno. Sempre.
Às vezes não dá resultado, é bem verdade, mas a vontade que dê certo impera, e não nos deixa parar. Seja para o crescimento, para o prazer, pelo amor, pela verdade, pela justiça.
Vi uns videos que mostravam as pessoas ajudam as outras de maneira anônima, nas ruas. Um cego, um idoso, uma criança e pensei o quanto podemos ser humanos ainda, mesmo com tantas coisas ruins vistas e vividas em nossas horas, sobre esse plano. Dedicação, mesmo que seja por alguns minutos, nos faz sentir vivos e nos ensina o sentido da palavra HUMANO.
Com o tempo pode vir o retorno e significa sempre abrir mão de seu tempo, de coisas, de prazeres, de espaço. Esse retorno, quase nunca é de forma imediata. Muitas vezes levam anos, porque o aprendizado é assim, e temos que "permitir" que as pessoas vivenciem suas prórpias experiências, para amadurecer e valorizar.
Quando pensar em se dedicar, imagine sendo você o favorecido, pois isso nos impulsiona, mas sem cobranças pelo feito, e sim pelo resultado positivo da ação primeira, afinal a escolha é de cada um. Ser  alvo de tanto cuidado e carinho, aquece o coração e daí podemos retribuir, repassar a benfeitoria.
Dedique-se e vivencie o enorme valor que isso carrega! Por Poliana B. Falcão.

Seja FELIZ!!!

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

A IDÉIA

A primeira vez que pensei nisso, foi quando fui (e sempre somos) bombardeados com Campanhas Políticas. É terrivelmente cansativo ver como todos, apenas em época eleitoreira, gritam aos 4 cantos do mundo os desmandos de nossos governantes, assim como os disparates dos políticos em geral.
Não sou especialista em política, e creio que não devo ter inclinação para isso, mas quando vejo as notícias, postagens em redes sociais e tantas outras formas de acesso à elas, penso o quanto as pessoas focam sempre (e mais) em si do que no próximo. Daí a humilde e (provavelmente solitária) campanha #menosumbigoemaiscoracao, ou (-) umbigo (+) coração.

Falta amor ao próximo, consideração, respeito, dedicação e uma sempre (e enorme) sensação de querer ser esperto e tirar vantagem do outro, da situação. Já pensou que a próxima "vítima" pode ser você?
Acho que individualismo uma das coisas mais gostosas de se vivenciar. Mas alguns de nós confundem com egoísmo, também conhecido como só "olhar para o próprio umbigo". Onde está a prática da "ponha seu coração em tudo que faz, e você terá sucesso"?

Alguns de nós temos sorte, em fazer o que amamos (e assim não sentimos que é trabalho) e muita gente que ama o que faz, não tem como por em prática, pois "faltam "oportunidades.

Vamos olhar isso pelo lado posição no mercado de trabalho, está bem?

Hoje estava assistindo a uma palestra sobre Liderança e Marketing (recomendo demais: http://www.ted.com/talks/simon_sinek_how_great_leaders_inspire_action/transcript?language=en)  e o palestrante disse: (...) "Eu sempre digo que, se você contratar pessoas apenas porque podem fazer um trabalho, elas vão trabalhar pelo seu dinheiro, mas se você contratar pessoas que acreditam no que você acredita, elas vão trabalhar para você com o sangue, suor e lágrimas.", ou seja, alguém que põe o coração na sua ideia, na sua crença. É tudo uma questão de identificação. As empresas quando tentam contratar, não conseguem sentir o "coração" dos candidatos e olham apenas para as capacidades e não habilidades, sem falar na falta de qualificação do entrevistador na área requisitada.  Uma falha? Uma "miopia"administrativa? Talvez, mas não há como deixar de pensar que, a empresa, como instituição deve "pensar"( já que ela existe porque alguém acreditou no seu ideal ) em: "O que esse candidato é capaz de fazer por acreditar no que eu acredito?".

Por Poliana B. Falcão